quinta-feira, 15 de julho de 2010
Céu
Mas prefiro me esconder.
Estou ali, perdida nas nuvens,
No fim da lua,
Aos prantos das chuvas,
Atrás de uma estrela que ilumine minhas linhas.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Engraçado
domingo, 27 de junho de 2010
Tolerância
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O Crock do Crack
Para minha surpresa o responsável da viagem avisou quando descemos do ônibus que nos pegaria de volta para seguir viagem às 19 horas, seguimos pela rua, dobramos a esquina e estava ocorrendo uma exposição de carros antigos, policiamento pesado presente, naquele trecho não haviam pessoas se drogando, apenas um ou outro pedindo dinheiro, cigarro ou algo para comer. Fotografamos o grande grupo, entramos no museu, os grupos se dividiram, em pouco tempo estava eu e meu namorado ali explorando o reino das palavras, no outro lado da rua havia a Praça da Luz e a Pinacoteca de São Paulo (espaço de obras de arte), batiam às 15 horas e não sabíamos o que fazer, aparentemente não havia mais ninguém da excursão nas dependências do museu, haviam ido passear de certo em locais de São Paulo... quando íamos sair encontramos duas colegas que estavam perdidas como nós naquela imensidão caótica, nos juntamos e saímos, pois não havia mais nada para fazermos por ali. Passeamos pela praça, assistimos a um teatro improvisado em um ônibus antigo no meio da praça, naquele espaço as pessoas se divertiam passeando ao meio da natureza, as crianças correndo e alguns poucos com instrumentos musicais mostravam seu talento.
Depois tentando matar o tempo entramos na estação da luz, tiramos fotos, e saímos pelo outro lado da rua, estávamos ali no meio do lixo, das montanhas de pessoas suicidadas pelo crack, verdadeiros zumbis humanos esquecidos pela sociedade e ignorados pela hipocrisia. A ânsia do choro que me abraçava no início destas linhas agora me colocava ao meio de um alvo, com o dardo da culpa apontado para mim, afinal, nunca me interessei no por que as pessoas se drogavam, ou nunca questionei a mim mesma: o que eu fiz pra que isso não acontecesse? Votei errado, nesses quatro anos de faculdade apenas estudei a teoria e não vivi a prática da vida? Vivemos numa sociedade falida, fala-se de crise, ela não existe apenas no capitalismo que nos sustenta. A crise que habita o ser humano é fechar os olhos para os problemas, e muitas vezes queremos sumir para não enfrentar as situações que nos incomodam. Viver é bom, sobreviver é o desafio da vida.
Ficamos com medo de atravessar a rua, minhas pernas trêmulas não queriam mais sair do lugar, ao olhar para cima avistei arranha-céus de dezenas de andares, sucateados, a fachada pichada, sem portas, janelas, um patrimônio abandonado. Resolvemos enfrentar o medo, após um grande momento de reflexão, neste meio tempo encontramos mais algumas pessoas de nosso grupo e enfrentamos a rua, ao meio da quadra um restaurante, com uma aparência boa, pois haviam muitos bares, no mais estilo buteco de esquina, o tráfico rolando solto... Entramos neste restaurante e ali nos alimentamos, tomamos café, conversamos, e matamos o tempo assistindo policiais jogando as pessoas nas paredes do outro lado da rua, batendo com o cassetete e levando pra dentro das viaturas.
Passou o tempo, a noite caiu, e o caos aumentou, gostaria de pensar em tudo isso e ver como exagero, de me autodenominar um ser dramático que só enxerga tragédia nas pequenas coisas da vida. Em cada quarteirão havia uma Delegacia da Guarda Civil Metropolitana, carros de polícia passando em alta velocidade, ao nos dirigirmos ao ponto que o ônibus nos buscaria passamos na frente de uma delegacia dessas, corriqueiras, um rapaz aparentemente com uns 30 anos queixava-se a um policial que lhe fazia pouco caso, que havia sido assaltado em poucos segundos atrás, notava-se o sotaque nordestino, e comentou ainda depois que o policial lhe perguntou se estava com o psicológico abalado: - Eu tenho o psicológico muito bom por ter abandonado a minha terra e agora estar sobrevivendo nessa cidade que me tapou os olhos a ilusão.
Dobramos a esquina e lá estava o ônibus, chegamos, e duas meninas desceram apavoradas, naqueles últimos momentos de espera para ir embora, o caos era a possibilidade de invasão do ônibus. Ficamos na rua aguardando os outros chegarem, o medo que já tinha virado pânico, transformou-se no sentimento de apenas querer voltar vivo daquele lugar não importando o que acontecesse. A movimentação era intensa, o tráfico, a prostituição por uma pedra de crack, o consumo de drogas, pessoas transformadas em zumbis parando e nos pedindo dinheiro, pedindo o que comer, pedindo cigarros, pedindo “nos leve embora daqui”, eu quero viver! Era o grito da alma que batia em nossos inconscientes. Histórias e mais histórias por terem acabado a suas vidas morando na rua e consequentemente tiveram que se inserir ao meio para sobreviver. Acredito que se ignoramos tudo e todos os problemas sociais que nos rodeiam vamos todos acabar como zumbis nas ruas, neste mundo que se encontra mais que abandonado por nós mesmos.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Vida minha!!
Outra coisa que sinto necessidade de relatar aqui é o uso indevido de alguns versos meus, sei que grande parte não dá a devida atenção a esse tipo de coisa, mas é de extremo mau gosto um indivíduo vir aqui, deixar um recado dizendo que gostaria que eu fosse visitar o blog e infelizmente chegar lá e ver quase um poema inteiro sem os devidos créditos e ainda com assinatura de outra pessoa, na minha opinião quem tem blog deve ficar mais atento as regras, uma vez que existe uma ferramenta chamada Creative Communs que uma vez entendida e usada da devida forma acaba com esses problemas, creio que nenhum de nós gostaria de passar por essa situação, embora de fato seja corriqueira para algumas pessoas inexperientes na área.
Falando nisso, sei que está em votação uma lei que vai mudar algumas diretrizes dos Blogs em geral, tornando os donos inteiramente responsáveis pelo conteúdo dos comentários cabendo nós donos moderar os mesmos, estando sujeitos a multas, embora não concorde com as multas, acho que é uma medida aplicável e que só temos a ganhar para evitar maiores constrangimentos.
Bom voltando ao assunto inicial, espero que gostem do que vem por aí, ou melhor por aqui!! =D
Percebi que ultimamente várias pessoas tem entrado no Blog e não tem comentado, ou seja, pura especulação da vida alheia... como eu sei? Ahhhhh, quem é blogueiro tem todas ferramentas necessárias pra saber o que agrada seu público!! Por isso, resolvi mudar e vou começar a escrever de fatos que ocorrem em minha volta, ou que presencio, já que fiquei sabendo que minha opinião é SUPERIMPORTANTE!! Certamente em outras épocas pensaria que estava com síndrome de perseguição, ou algo parecido, mas como descartei essa possibilidade tendo a confirmação de fatos com palavras jogadas ao vento, resolvi definitivamente costurar alguns nomes na boca do sapo, e por assim dizer, trazer temas um pouco interessantes que com certeza muitas pessoas vão se identificar, espero toda semana ter uma novidade aproveitando-me desde já dessa situação inusitada no patamar da solidão, sempre observei, escutei e assisti mais do que falei, e pensei: Agora vou escrever!
Bom fim de semana a todos e beijokas a todos que acompanham, um pouquinho que seja, a moça chamada solidão!!!! =D
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sozinho
Ele caminha calado
Está acompanhado!
Oh! Pobre solidão que lhe faz compania!
Esqueceu-se dela?
sábado, 20 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Adeus
Sem tocar em feridas
Embora o negativismo da alma aumente nossos sofrimentos
A realidade usada através da razão
Nos convence depois da superação.
Não há como dizer Adeus
Sem despedir-se de lembranças
De momentos felizes
Das horas tristes
De saudades.
Não há como dizer Adeus
Sem refletir sobre o amanhã
Sem apegar-se a rotina anterior
O frio na barriga que os cerca é sem fim a falta de coragem
Desapegar-se ao passado é uma batalha.
Não há como dizer Adeus
Sem já sentir saudades dos olhos teus
Do cheiro... da pele... dos lábios...
Os sorrisos, gargalhadas e brigas
De tudo aqui que fora importante e se foi distante!
sábado, 13 de março de 2010
Aqui dentro!
terça-feira, 9 de março de 2010
Lá fora!
Hoje eu me inspirei nas tuas palavras vazias, nas desculpas esfarrapadas, na tua louca vontade de amar outro alguém, na farpa que corta meu peito por ler palavras tão verdadeiras neste mesmo papel que escrevo, em ler que teus atos são mentiras, as letras que correm de teus lábios escorregam por minha alma, já sem luz e caem em perfeito desalinho desenhando no chão palavras de um falso amor, que quisera existir um único dia e abrilhantar uma noite qualquer. Pergunto-me incansavelmente, o que faço aqui? O que fiz até aqui? Como pude acreditar nisso tudo? Como um dia após outro nos faz perceber através de pequenos detalhes poeiras que se incrustam em um canto formando uma imagem nítida do que deixamos passar e ao ponto que deixamos chegar um dia. Há como recuperar o tempo que passou? Sei não, essa vida que chega e xinga meu inconsciente afasta cada vez mais as possibilidades de ficar preso a ti, mesmo assim, como um grão de feijão dentro de um saco vazio. Já sou grande o suficiente pra ver que isso é acomodação, um grão de feijão sobrevive sem seu saco? Ele está lá, sozinho, em um lugar vazio, mas que lhe protege e que de alguma forma lhe dá um certo conforto perante a segurança que lhe oferece, por outro lado, este mesmo grão de feijão não encontra oportunidades, ele não sabe o que tem fora do saco, e se ao contrário do que ele pense lá fora esteja cheio de surpresas maravilhosas, ao invés das maldades que escuta e precisa do saco para se proteger das maldades do mundo? Lá fora, a chuva caí... a água que dá a vida a todo e qualquer ser vivo não entra dentro do saco, pobre feijão, já se encontra seco na sua mais plena característica de grão. Se acaso este saco resolver um dia ficar sozinho? O que acontecerá com este feijão quando sentir em sua casquinha preta a mais viva sensação de molhar-se ao relento, a fresca e gelada alegria que a água proporciona a nos refrescar em um dia escaldante. E imagine, melhor, bem melhor, se este grão de feijão encontrar uma terra bem fofinha, úmida, que lhe proporcione toda a comodidade do mundo, onde possa respirar em paz, sendo dono apenas de si, sem a dor da prisão, sentindo apenas o maravilhoso pulsar da liberdade, com certeza se brotasse e fincasse na terra sua independência, mesmo que preso ao solo, mas livre, podendo de todas as formas sentir as maravilhosas sensações que a vida pode proporcionar ao ser humano? Quando este saco irá embora? Pois não tenho pernas para andar! É sonhar demais?
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Soneto de Mentira
Fui enganada quando havias entendido,
Perdestes a meada, o fio da confiança.
Não esqueço das promessas, tinhas compreendido,
E não adiantou ter confiado, fim d’aliança.
Que nunca cometerias o que havias prometido,
E novamente me dou com a lembrança,
De te consumir em mim arrependido,
Ficar só, ignorando no palco a dança.
Não tenho medo de voltar o que passou,
Nem dizer o que me intriga é falsidade,
Estas mentiras, o presente me saudou.
O que faço aqui é enfrentar a realidade,
Desabafar nestas linhas, assim chorou,
Em mim, uma ferida, dessa crueldade.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Onde está?
Onde estão tuas horas frias?
Onde estão as correntes,
Que me tiravam agonias?
