Onde estão tuas mãos quentes?
Onde estão tuas horas frias?
Onde estão as correntes,
Que me tiravam agonias?
segunda-feira, 22 de junho de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Ao meu Amor

Lembra a primeira vez que te vi?
E aquele beijo e abraço não sairam da minha cabeça...
Antes mesmo de te ver eu já sabia,
Nunca mais sentiria o mesmo tédio.
Depois de encontrar meus olhos nos teus,
Rodopiei com a mente e senti com o coração,
O amor que eu guardava era teu,
E assim é, e será sempre, pra SEMPRE!
Amo porque só tu iluminou as minhas madrugadas tristes,
Na vida, me trouxesse a certeza, a beleza e o prazer de Amar,
A esperança que faltava em mim.
Cada brilho que vejo nos teus olhos me arrepiam,
Realmente sinto que sentes e sentimos juntos,
Incrível TE AMAR! Incrível TU ME AMAR! Incrível!
Simples, REAL, lindo, VERDEIRO e ETERNO!
Tudo fica maravilhoso quando estou perto de ti,
Isso que mais me fascina,
Nesses seis meses de amor, nada mais importa,
Apenas a tua alma bem coladinha na minha!
Meu amor, isso não é um poema, e também não foi feito pra rimar... foi apenas uma forma de te mostrar um pouquinho do que sinto! E sei que não preciso de poemas frufrús pra te mostrar o meu amor, o nosso mais lindo e perfeito poema a gente faz quando está juntinho! (L)(L)(L)(L)(L)(L) =D
EU TE AMO MUITO!! E MUITO MAIS QUE QUALQUER CRIATURA NO UNIVERSO POSSA AMAR UM SER!!
Tu é TUDO pra mim, e não vivo sem tu juntinho de mim!
Beijo! Beijo! Beijo! Beijo! Beijo! Beijão! =@@@@~~~
segunda-feira, 23 de março de 2009
A moça
Ela é meiga, furtiva com o olhar,
Um olhar de gueixa,
De quem um dia quer roubar.
A moça apenas se queixa,
De tudo aquilo que deixou passar,
E não tem para onde escapar.
Ela pensa que esconde em seus verbos,
A mania persistente e se deixa insistir,
Mas ao contrário, ela se entrega ao erro infame e perverso,
De quem realmente quer dividir.
Ela pensa que é esperta,
E sua sapiencia só a faz chorar.
A moça, apesar de seus olhos é feia,
Por dentro e por tudo que tenta aflorar.
Dentre as palavras tristes a frieza lhe toma conta do olhar,
E sem ao menos esperar que sua verdade seja sabida,
Ela sempre morre antes de contar.
Olha aqui
Olha aqui
Um olhar de gueixa,
De quem um dia quer roubar.
A moça apenas se queixa,
De tudo aquilo que deixou passar,
E não tem para onde escapar.
Ela pensa que esconde em seus verbos,
A mania persistente e se deixa insistir,
Mas ao contrário, ela se entrega ao erro infame e perverso,
De quem realmente quer dividir.
Ela pensa que é esperta,
E sua sapiencia só a faz chorar.
A moça, apesar de seus olhos é feia,
Por dentro e por tudo que tenta aflorar.
Dentre as palavras tristes a frieza lhe toma conta do olhar,
E sem ao menos esperar que sua verdade seja sabida,
Ela sempre morre antes de contar.
Olha aqui
Olha aqui
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A moça
segunda-feira, 2 de março de 2009
Old suitcase
E o que vejo são palavras lançadas,
Versos malfeitos,
Um livro escrito em pedaços de espelhos quebrados.
O que sinto é verdade escondida,
Textos enigmáticos,
E histórias dissimuladas.
Apego-me no que é maior,
No que é fato verídico,
E que me faz acreditar.
As vezes, não preciso de rimas,
Para expressar essa bagunça infundida,
E tenho ciência de que é para sempre!
Versos malfeitos,
Um livro escrito em pedaços de espelhos quebrados.
O que sinto é verdade escondida,
Textos enigmáticos,
E histórias dissimuladas.
Apego-me no que é maior,
No que é fato verídico,
E que me faz acreditar.
As vezes, não preciso de rimas,
Para expressar essa bagunça infundida,
E tenho ciência de que é para sempre!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Mundo
Minha felicidade consiste na grandeza de pensar com a alma,
e poder dizer...
que não preciso de nada disso aqui.
e poder dizer...
que não preciso de nada disso aqui.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Carlos Drummond de Andrade
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabe sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque te amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabe sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque te amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Três amores
Só três amores em minha vida,
O primeiro, este me enganou,
E fez-me sentir muito sofrida,
Era de papel, molhou e se rasgou.
O segundo abriu em mim uma ferida,
Era pó de metal, e me queimou.
Estava sentindo-me arrependida,
Mas enfim, num dia triste, terminou.
O terceiro deixarei aos tercetos,
Eles sabem o que devem falar,
Mais importante que os quartetos.
O meu terceiro é lindo como o mar,
É único e só faz jus aos sonetos,
Faz-me feliz, este só quer amar.
Por Ana Cristina Matias
O primeiro, este me enganou,
E fez-me sentir muito sofrida,
Era de papel, molhou e se rasgou.
O segundo abriu em mim uma ferida,
Era pó de metal, e me queimou.
Estava sentindo-me arrependida,
Mas enfim, num dia triste, terminou.
O terceiro deixarei aos tercetos,
Eles sabem o que devem falar,
Mais importante que os quartetos.
O meu terceiro é lindo como o mar,
É único e só faz jus aos sonetos,
Faz-me feliz, este só quer amar.
Por Ana Cristina Matias
domingo, 21 de dezembro de 2008
Embora
Partistes de mim, e sem querer-te,
Jamais compreendi teu desapego,
Assim, destes a mim teu sossego,
Não quis aqui somente amarrar-te.
Folheio nos livros, a querer ler-te,
No infinito, linhas do teu ego,
Em teu corpo, uma luz, segrego,
Um anseio pequeno a desejar-te.
E fostes lindo e, então impulsivo,
Na morte casta, o corpo é sorte,
Em teu jardim há só um copo cheio.
De amor, efeito raro e abusivo,
Uma dose, um cheiro de morte,
Das flores negras, secas de teu enleio.
Por Ana Cristina Matias
Jamais compreendi teu desapego,
Assim, destes a mim teu sossego,
Não quis aqui somente amarrar-te.
Folheio nos livros, a querer ler-te,
No infinito, linhas do teu ego,
Em teu corpo, uma luz, segrego,
Um anseio pequeno a desejar-te.
E fostes lindo e, então impulsivo,
Na morte casta, o corpo é sorte,
Em teu jardim há só um copo cheio.
De amor, efeito raro e abusivo,
Uma dose, um cheiro de morte,
Das flores negras, secas de teu enleio.
Por Ana Cristina Matias
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A vida
E o que importa se atrás da porta o fantasma é o mesmo,
Se no desejo de despertar um amor,
O coração está com sua porta fechada.
E as flechas lá fora voam com o vento,
Como os grãos de areia soltos pelas ruas.
O que importa se pela janela apenas vejo uma imagem,
Que no final acaba como mais uma paisagem,
E na passagem de uma vida, o descontentamento.
Ouvir o som da rua, as crianças gritando e correndo,
Em que a infância é vivida sem esperanças,
E na misera lembrança de um passado,
Os gritos se dissipam com o som da chuva.
No interior desse coração, um convento,
Uma pequena recordação de sofrimento,
E na fechadura... uma chave quebrada,
No final, uma vida, imensa e perdida.
Por Ana Cristina Matias
Se no desejo de despertar um amor,
O coração está com sua porta fechada.
E as flechas lá fora voam com o vento,
Como os grãos de areia soltos pelas ruas.
O que importa se pela janela apenas vejo uma imagem,
Que no final acaba como mais uma paisagem,
E na passagem de uma vida, o descontentamento.
Ouvir o som da rua, as crianças gritando e correndo,
Em que a infância é vivida sem esperanças,
E na misera lembrança de um passado,
Os gritos se dissipam com o som da chuva.
No interior desse coração, um convento,
Uma pequena recordação de sofrimento,
E na fechadura... uma chave quebrada,
No final, uma vida, imensa e perdida.
Por Ana Cristina Matias
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Olavo Bilac
Só
Este, que um deus cruel arremessou à vida,
Marcando-o com o sinal da sua maldição,
— Este desabrochou como a erva má, nascida
Apenas para aos pés ser calcada no chão.
De motejo em motejo arrasta a alma ferida...
Sem constância no amor, dentro do coração
Sente, crespa, crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solidão.
Longos dias sem sol! noites de eterno luto!
Alma cega, perdida à toa no caminho!
Roto casco de nau, desprezado no mar!
E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto;
E, homem há de morrer como viveu: sozinho!
Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão!
sem lar!
Este, que um deus cruel arremessou à vida,
Marcando-o com o sinal da sua maldição,
— Este desabrochou como a erva má, nascida
Apenas para aos pés ser calcada no chão.
De motejo em motejo arrasta a alma ferida...
Sem constância no amor, dentro do coração
Sente, crespa, crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solidão.
Longos dias sem sol! noites de eterno luto!
Alma cega, perdida à toa no caminho!
Roto casco de nau, desprezado no mar!
E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto;
E, homem há de morrer como viveu: sozinho!
Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão!
sem lar!
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