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terça-feira, 16 de abril de 2024

Badaladas

 Quando começarem as dez badaladas no santo relógio

E já for vinte e duas horas do escuro divino

Se ouvires os trotes ao longe de um grupo de cavalões

Vão para a casa cavalinhos, salveguardem suas feridas.


Não há na essência da dúvida nenhuma vírgula

O céu desconjura o julgamento em pontos finais

Não ousem sentar na mesa das cartas ao vento

Puxe a toalha da mesa e queimem as profanações.


A palavra final é ACALENTO na alma e no corpo

Reza ao pé da imagem de joelhos em breve pranto

As Ave-Marias no coração Divino sempre abençoam

Os filhos da Pátria e os filhos da P**a também.

domingo, 26 de março de 2017

Amor bastante - Paulo Leminski


quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante

sábado, 25 de março de 2017

Solidão - Clarice Lispector


Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Natália Correia




Como dizer o silêncio?




Se em folhagem de poema


me catais anacolutos


é vossa a fraude. A gema


não desce a sons prostitutos.




O saltério, diletante,


fere a Musa com um jasmim?


Só daí para diante


da busca estará o fim.




Aberta a porta selada,


sou pensada já não penso.


Se a Musa fica calada


como dizer o silêncio?




Atirar pérola a porco?


Não me queimo na parábola.


Em mãos que brincam com o fogo


é que eu não ponho a espada.




Dos confins, o peristilo


calo com pontas de fogo,


e desse casto sigilo


versos são só desafogo.




E também para que me lembrem


deixo-os no mercado negro,


que neles glórias se vendem


e eu não sou só desapego.




Raiz de Deus entre os dentes,


aí, pára a transmissão.


Ultra-sons dessas nascentes


só aves entenderão.








CORREIA,Natália. Poesia Completa.


Publicações Dom Quixote.1999.




Atualização

Boa noite, pessoal!

Não faço ideia se as pessoas ainda entram aqui no blog, talvez, nos últimos anos, tenha faltado inspiração na minha vida, porém, apenas parei de publicar aqui os meus textos, por falta de tempo, preguica, etc.

O que importa é que mudamos, evoluímos, estamos sempre em constante construção, seja no mundo dos sonhos, seja no mundo real.

Por muitas vezes, acabamos nos deixando levar pela acomodação que o mundo dos sonhos nos proporciona, a satisfação de pensar, imaginar, inventar realizações no mundo que criamos inconscientemente, nos faz cair em uma grande armadilha, quando conseguimos enxergar que as coisas não são aquilo que pareciam, bate aquele desânimo e o desespero de acordar de um pesadelo que nós mesmos criamos.

Em outra perspectiva, é notório refletir o quanto de força precisamos colocar em nossas ações, para que de fato consigamos realizar os nossos desejos. Nós somos movidos por vontades, às vezes, os sonhos mais simples nem realizamos, acabamos não nos dedicando, pois já estamos ali, sentados na beira do lago que criamos, esperando que apareçam super poderes e que possamos um dia, nos atirar no lago e nadar como os peixes.

Enfim, o mais importante é sempre saber caminhar, não importa a direção, desde que saibamos onde estamos indo e onde queremos chegar.


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ah! Madruga, companheira!

É madrugada! Não existe silêncio na noite...
As palavras tornam-se efervescentes na mente!

A hora do galo aproxima-se!

                      Opa!

                                      Já Cantou!

Ficamos trancados na sala dos cegos ao amanhecer!

Que dia lindo deve estar lá fora!
Mas não podemos ver!

A noite aproxima-se novamente,
Vejo uma névoa perante meus olhos...

Voltou a madrugada! 
Que beleza admirar as Estrelas...

O silêncio nos abandonou!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ausência!

Mestra em História da Literatura. Casada. 2 vezes Professora de Literatura no Ensino Médio da rede Estadual. Esses são os motivos do meu orgulho ausente neste blog, quem sabe a vida me traga novamente pra cá?! 

domingo, 11 de agosto de 2013


É tão bom ser lembrada que este blog existe. Embora eu passe tempos sem atualizar as coisas por aqui, sempre é bom ser surpreendida pelos comentários que aqui caem como estrelas no céu.
Não atualizar o blog, não significa que não tenho escrito, aliás tenho escrito bastante em virtude do mestrado, da carreira docente e lógico, não deixei de lado meus poemas e outros textos que perturbam minha mente de vez em quando, talvez o blog tenha perdido tempo de dedicação por vários motivos, mas ainda tenho esperanças de torná-lo mais ativo ao decorrer dos meses, à medida que me abrirem espaços para tal.
Muitas vezes penso em diversificar este espaço, mas tenho medo de fugir à ideia inicial de um espaço literário e tornar um muro de lamentações sociais, visto que, para mim a literatura inclui o fato social e aqui ele sempre se deu de forma pessoal dentro daquilo que me flagela, e principalmente vindo de dentro. O que seria mais difícil para esta pessoa aqui...  no fim das contas, acabar deixando o blog com uma cara que não é minha, mas posso tentar chegar lá aos poucos, sem assustar ninguém, mostrando que quase tudo mudou na minha vida nos últimos tempos.
Por enquanto é isso, talvez parte de um desabafo.
Abraços!

quinta-feira, 11 de abril de 2013


Hoje tive coragem de voltar no tempo. Senti o cheiro. Escutei o som. Toquei na cor. Lembrei o sabor. Tão perto e tão distante. O passado dói só em quem não soube ficar com as boas lembranças. A vida passa. Ainda dançamos sob os mesmos acordes. Tão perto e tão distante. Nada é como antes. Tudo se divide. Acredite! É demais para a minha mente. Sempre pensamos. Nunca assumimos! Sempre queremos. Nunca conseguimos! Tão perto e tão distante. A vida muda. Tudo vai embora. Nada volta! Fica a vontade. Ontem. Hoje. Tudo se repete! A força sempre vem de dentro. Acredite! Ainda há vida na solidão. Aproveite! Tão perto e tão distante. Vamos partir. Uma hora. Sempre vamos. Adeus lembrança. Adeus!


Moça com brinco de pérola - Johannes Wermeer

sexta-feira, 15 de março de 2013

Faz tanto tempo... e falta tempo!



Tenho tantas coisas pra falar, publicar e mostrar... pode ser que a partir de abril a Sra. Solidão volte a ter minha companhia!

sábado, 16 de junho de 2012

Os poemas


Mário Quintana
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...


QUINTANA, Mário. Esconderijos do tempo. Porto Alegre: L&PM,1980.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ganhei um presentão da @livrariafolha

Participei do concurso em comemoração aos 2 anos da Livraria da FOLHA, no Twitter e ganhei 9 Livros e 1 Box com DVDs.



Parabéns pra Livraria da Folha e sigam o twitter @livrariafolha !!!!

Presença!!